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Brasil continua sendo prioridade para a Rhodia
26/11/2009

A Rhodia pretende investir cerca de US$ 200 milhões nos próximos três a quatro anos no Brasil, para promover o desgargalamento da sua produção de poliamida e ampliar a capacidade produtiva das unidades de plásticos de engenharia, têxteis, solventes e sílicas. O anúncio foi feito pelo CEO e chairman da empresa, Jean-Pierre Clamadieu e pelo presidente da Rhodia América Latina, Marcos De Marchi, durante coletiva e almoço com a imprensa para comemorar os 90 anos da Rhodia no Brasil. Eles explicaram que o Brasil continua sendo prioritário na estratégia da companhia, já que o país atualmente é responsável por 17% do faturamento mundial, que alcançou 4,763 bilhões de euros em 2008. A França, berço da empresa, responde por apenas 7% de seu faturamento e os EUA têm mais ou menos a mesma participação que o Brasil. Aliás, como lembrou Clamadieu, o Brasil foi o primeiro país fora da França onde o grupo Rhoune-Poulenc, fundador da Rhodia, ingressou com força. Os dirigentes salientaram que o Brasil, que tem sido uma espécie de laboratório para a geração de novos produtos e processos, se recuperou mais rapidamente da crise, assim como a China. Por esta razão, a expectativa é que a Rhodia mantenha um crescimento médio de 10% nos próximos anos, o que justifica os investimentos anunciados, que mantêm mais ou menos o mesmo nível dos anos recentes. Nos últimos cinco anos, a Rhodia investiu no Brasil cerca de US$ 250 milhões, ou US$ 50 milhões/ano, média que deverá ser mantida. Em sua estratégia de crescimento, a empresa aposta muito na geração de produtos químicos a partir do etanol, do qual é hoje o maior consumidor industrial no Brasil, com um consumo da ordem 120 a 140 milhões de litros. Outra aposta é o solvente derivado de glicerina, lançado recentemente, para atender ao segmento de tintas e vernizes com um produto obtido a partir de fontes renováveis. Segundo De Marchi, a inovação tem sido a base do crescimento da Rhodia e por esta razão a companhia mantém sua estratégia de investir pelo menos 2,5% do total de seu faturamento anual em Pesquisa & Desenvolvimento.

 
Fonte: www.quimicaindustrial.com.br
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