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Conhecer peculiaridades chinesas pode ajudar nos negócios
13/11/2009


Conhecer os fatos históricos que levaram a China à categoria de grande potência econômica atual, além das peculiaridades culturais existentes no país, pode ser determinante na hora de estabelecer parcerias de sucesso com o gigante asiático. As dicas são do jornalista e consultor em mercado chinês Jayme Martins, que esteve em Curitiba, na terça-feira (10), a convite da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), para ministrar a palestra "Planeta China: do plano ao mercado".

Segundo Martins, a reforma e a abertura econômica da China, ocorridas no final dos anos 70, explicam o país que é visto atualmente. "Vemos uma China que combina tradição e modernidade, tanto na parte cultural como na economia", explicou.

O jornalista, que morou por 20 anos no país asiático, justamente no período em que houve a transição econômica, ressaltou as vantagens que a China oferece para quem deseja estabelecer parcerias econômicas, tanto para vender quanto para comprar produtos. "Dentre todos os países asiáticos, a China é o que mais oferece vantagens para o empresário brasileiro", afirmou Martins. Qualidade para atender níveis e padrões internacionais, boa escala de produção e distribuição com redução de custos, além da alta tecnologia, são alguns dos pontos vantajosos, segundo o consultor.

O vice-presidente da Fiep, Rommel Barion, que abriu o evento e deu as boas-vindas aos participantes, destacou que a China não pode ser vista apenas como ameaça, "mas como uma grande oportunidade de negócios". A palestra, segundo ele, é mais uma iniciativa da Federação para aproximar empresários dos negócios internacionais. Em outubro, a FIEP, por meio de seu Centro Internacional de Negócios (CIN), levou empresários paranaenses à Feira de Cantão, maior e mais tradicional feira multisetorial do Extremo Oriente.

Relação Paraná-China - Dados do Departamento Econômico da Fiep apontam que, entre janeiro e setembro de 2009, o fluxo de comércio entre os dois mercados foi de US$ 2.017 bilhão (exportações de US$ 1.153 bilhão mais importações de US$ 864 milhões). No mesmo período do ano passado, o fluxo foi praticamente o mesmo: US$ 1,376 bilhão (exportações de US$ 804 milhões e importações de US$ 572 milhões). Os principais produtos comercializados são soja, óleo de soja, injetores e bombas de combustível para motores diesel, açúcar de cana, couro, papel e lâminas de madeira. Os dados colocam a China como principal parceiro comercial do Paraná.

 
Fonte: FIEP
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